Um dia decidi que iria mudar,
E o meu futuro iria decidir,
E algo que me fizesse sorrir,
Eu tentei sempre encontrar.
Olhei para todo o lado em meu redor,
À procura de algo que me pudesse captar
Toda a atenção de que iria necessitar,
Para escolher aquilo que era melhor.
Foquei o olhar no computador,
Aquilo que tanto tempo me prendia,
Mas ele, infelizmente, não respondia,
Áquilo que eu estava ali a procurar.
Então decidi procurar as suas utilidades,
E o seu bloco de notas acabei por abrir,
Fechei os olhos e deixei meu corpo sentir,
A alegria de descobrir novas “habilidades”.
Deixei que os meus dedos batessem sob as teclas,
Sem que eu tivesse a capacidade de os controlar,
Sem que eu soubesse o que dali se iria findar,
Mas a confiar que tudo aquilo fossem pistas.
Deixei simplesmente que os meus dedos transmitissem o meu interior,
Que tudo aquilo que eu sentia eles, de uma forma diferente, transmitissem,
Que tudo aquilo que eu nunca poderia controlar eles me fizessem,
Para que no fim fosse capaz de ver o resultado daquela experiencia indolor.
E os meus dedos continuarem ali a expressar-se,
Sobre o papel que, de forma, se iria mudar,
E com aquele inesperado resultado eu me fui admirar,
Como se da existência daquele sonho eu não soubesse.
Daquele papel antes incolor,
Tinha saído um grande poema,
Que meu interior transmitia,
Sem sentir algum pudor.
Era um sonho que estava a começar,
Sonho esse que não vou deixar parar!