domingo, 24 de julho de 2011

Por vezes

Por vezes apetece-me gritar

Por vezes apetece-me gritar,
Tudo o que tenho dentro de mim expelir,
Mas acabo por não o fazer,
Por ter medo que alguém me possa ouvir.

Por vezes apetece-me tudo partir,
Minha fúria deixar transparecer,
Mas acabo por não o fazer,
Por medo que alguém me possa ver.

Por vezes apetece-me desaparecer,
Com a minha vida findar,
Mas acabo por não o fazer,
Por medo que alguém me possa “imitar”.

E todos estes actos eu não realizo,
Pelo dever que tenho d me controlar,
Por não querer que os outros em mim,
Deixem para sempre de acreditar.

E ando com um sorriso nos lábios,
Mesmo por dentro sentindo-me morrer,
Até ao momento que olho em meu redor,
E quem me quer ajudar eu acabo por ver.

Aproveito a força dos que me amam,
Para a minha alegria restaurar,
Porque sei que eles estão do meu lado,
Que apenas me querem ajudar.

E aquela vontade de gritar,
E aquela vontade de tudo partir,
E aquela vontade de fugir,
Tudo isso acabo por utilizar,
Parar aos outros agradecer,
O facto de voltar a sorrir.

E aí eu olho para trás,
Vejo que o tempo muito tem a nos ensinar,
Vejo que ainda há pouco me sentia a morrer,
E já estou novamente a andar.

E apenas a força de quem me quer bem,
Me fez tudo isto eu superar,
Porque sei que mesmo nos maus momentos,
Eles estarão lá para ajudar.

E com eles eu consigo sorrir,
Mesmo a os gritos controlar,
E com eles eu consigo seguir,
Pois eles me sabem ajudar.

E tudo eu sou capaz de ver,
A eles sei agradecer,
E percebo que não preciso de gritar,
Mas sim de saber acreditar

Poema escrito na base de uma ajuda.

2 comentários:

  1. muitos parabens pelo excelente blog. simplesmente esta fenomenal

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  2. Muito obrigada pela opinião
    E ainda bem que gostou/gostaste:D

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