quinta-feira, 12 de abril de 2012

Natureza



“Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.”
Rezara um dia o poeta,
Cujo nome fica de recordação.

Campos, cuja vossa verdura é Bela,
Velai por nós como pelas crianças,
Pois vossa mãe é a natureza, e dela
Nascem as mais belas lembranças.
 
Prados e montes que por verde vos estendeis,
Não vos deixeis cobri de vermelho do fogo,
A natureza é bela para todos vós que entendeis,
Que seu valor nunca se medirá a olho.

Óh natureza, o quão bela te mostras,
O quanto tu nos fazes te adorar,
Que um dia, algures, tu nos digas,
Que não vale a pena por ti chorar.

Deixamos-te ser destruída,
Não apreciamos a tua Beleza,
Não pensamos o quanto és querida,
ÓH minha tão nobre Natureza.

De verde te enches pela Primavera,
Para no Outono de amarelo te pintar,
Mas tua beleza sempre prevalecerá,
Mesmo quando este triste mundo acabar.
 
Todas as tuas cores transmitem verdade,
Todo os teus objectos nos fazem confiar,
Toda tu transpiras odores de lealdade,
Daqueles que são capazes de algo amar.
 
Não percas as tuas cores tão belas,
Nem o teu odor tão próprio,
Cuida antes por todas aquelas,
Cuja alma fica pelo teu Pórtico.





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