
Na rua passo
sem dizer nada,
Olhando,
curiosamente, em redor,
Pensando no
sentido da vida,
da morte, da
alegria e da dor.
Cruzo os
olhos sobre os pares,
Que se
encontram a namorar,
Reparo nas
suas atitudes,
Na realidade
do que é amar,
Não tenho
medo de ver,
Porque eu
sou invisível!
Olho os
grupos de amigos,
Que juntos
estão a rir,
Nas suas
brincadeiras e segredos,
Que só entre
si irão partilhar,
E não tenho
medo de observar,
Porque eu
sou invisível!
Vejo pessoas
que estão a brigar,
Pela
diferençaque existe entre si,
Por não
serem capazes de aceitar,
Que é
possível conviver assim,
E eu não
tenho medo de olhar,
Porque eu
sou invisível!
Pouso olhar
sobre pais e filhos,
A ternura e
cumplicidade que têm,
Compreendo o
brilho de seus olhos,
Pois esse
amor é o melhor que se tem,
E eu não
tenho medo de fitar,
Porque eu
sou invisível!
E continuo
caminhando e fitando,
Tudo o que a
rua me tenta transmitir,
Tentando
perceber o que faz sentido,
Naquilo a
que chamam de vida,
E eu não tenho
medo de seguir,
Porque eu
sou invisível!
Sou invisível
aos olhos de quem passa,
Sou invisível
aos olhos de quem não me conhece,
São invisível
aos olhos de quem não me merece,
Sou invisível
aos olhos de muita gente!
Ser invisível
torna-me triste?
Por vezes
sim, por vezes não,
Porque tudo
o que existe,
Cabe na
palma de uma mão,
A mão de
quem persiste,
E não nos
deixa cair no abismo,
No abismo da
solidão.
E não tenho medo
de escrever,
Nem dizer o
que estou a sentir,
Porque a
escrever aprendi a viver,
E a vida me
ensinou a seguir…
…Mesmo sendo
invisível!
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