sábado, 16 de fevereiro de 2013

Onde estás tu infância?


 
Olho o espelho com ansiedade,
Quero ver o que está para lá dele,
Luto por encontrar toda a verdade,
Que se encontra debaixo da pele.
Observo a luta com esperança,
De um dia poder reencontrar,
Aquela simples e inocente criança,
Que em tempos fui e me deixa saudade.
Contemplo as estrelas com delicadeza,
Imagino quem habitará cada uma delas,
Não me canso de contemplar a beleza,
Daquelas luzes cintilantes e amarelas.
Tento olhar o sol fixamente,
Mas ele me obriga a desviar o olhar,
O mesmo me acontece com a gente,
Quando ingenuamente , a tento observar.
Observo os pássaros voando,
Tento seguir seu longo caminho,
Me perco as nuvens contemplando,
Por momentos, não me sinto sozinho.
Vivo num mundo de fantasia,
Em que tudo é amor e perfeição,
Contemplo com uma enorme alegria,
O poder que tem o coração!

Mas algo me obriga a acordar,
A regressar à tao cruel realidade,
É a necessidade que senti de mudar,
Com o terno passar da idade.
Cresci num mundo de felicidade,
Onde reinava a paz e a brincadeira,
Hoje vivo num mundo de verdade,
Onde para vencer, tenho de ser guerreira.
Cresci, e ao crescer eu mudei,
Senti, e ao sentir amei,
Sofri, e ao sofrer me encontrei,
Vivi, e ao viver sonhei,
Sonhei, e ao sonhar compreendi,
Que realmente eu cresci,
E não tornarei a ser uma criança,
A criança que guardo da minha infância,
Que guardo em mim com saudade,
E esperança de um dia reviver essa realidade!

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